Tuesday, June 27, 2006

Ampulheta

Há dias em que me cobrem asas negras
E quando choro há velas acesas
Que ao derreterem velam por mim.
Dias em que a noite impera
Em austeridade e tirania
Em que o silêncio não é senão
A cratera de um vulcão em agonia.
Entre nós, entre o abismo que nos une,
Está a lendária ampulheta do Tempo
E do passado,o aziago perfume.

6 Comments:

Blogger colher de chá said...

a ampulheta do tempo... q passa a correr, que se esvai por entre os dedos... mas q depois do "aziago passado", nos leva ao luminoso futuro. assim o espero.

PS. anseio ver outros textos q ainda não conheço!

2:50 AM  
Blogger Paulo T said...

This post has been removed by a blog administrator.

12:42 PM  
Blogger astrophil said...

A forma sóbria como abordas a "Dor do tempo" faz com que este seja o texto que mais gostei de aqui ler.

Gostei especialmente desta ideia:
"Dias em ...o silêncio não é senão
A cratera de um vulcão em agonia."

12:48 PM  
Blogger vampindira said...

This post has been removed by a blog administrator.

9:46 AM  
Blogger vampindira said...

Sarita,

Satisfazer os teus anseios é o que mais almejo. Mas o Dismetria precisa de se esbater subtilmente neste blog...para que me leiam...para que me reescreva.

Beijo muito grande amiga e obrigada por tudo..mesmo tudo.

11:10 AM  
Blogger rititas said...

este é de longe o meu preferido [ como te tinha dito...]
beijinho

4:15 PM  

Post a Comment

<< Home