Ampulheta
Há dias em que me cobrem asas negras
E quando choro há velas acesas
Que ao derreterem velam por mim.
Dias em que a noite impera
Em austeridade e tirania
Em que o silêncio não é senão
A cratera de um vulcão em agonia.
Entre nós, entre o abismo que nos une,
Está a lendária ampulheta do Tempo
E do passado,o aziago perfume.
E quando choro há velas acesas
Que ao derreterem velam por mim.
Dias em que a noite impera
Em austeridade e tirania
Em que o silêncio não é senão
A cratera de um vulcão em agonia.
Entre nós, entre o abismo que nos une,
Está a lendária ampulheta do Tempo
E do passado,o aziago perfume.

6 Comments:
a ampulheta do tempo... q passa a correr, que se esvai por entre os dedos... mas q depois do "aziago passado", nos leva ao luminoso futuro. assim o espero.
PS. anseio ver outros textos q ainda não conheço!
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A forma sóbria como abordas a "Dor do tempo" faz com que este seja o texto que mais gostei de aqui ler.
Gostei especialmente desta ideia:
"Dias em ...o silêncio não é senão
A cratera de um vulcão em agonia."
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Sarita,
Satisfazer os teus anseios é o que mais almejo. Mas o Dismetria precisa de se esbater subtilmente neste blog...para que me leiam...para que me reescreva.
Beijo muito grande amiga e obrigada por tudo..mesmo tudo.
este é de longe o meu preferido [ como te tinha dito...]
beijinho
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