Monday, May 22, 2006

Vilar do Paraíso



Depois que me desprendo de teus magnéticos dedos vou rendida, reflexiva. Que tudo na vida é ímpar e não nos deixa alternativa. Trago amordaçada uma semente de afrodita audácia que visa saciar-te. Frases indecorosas, gemidos devassos bramaria conquanto te fizessem vibrar. Porém, castram-me a sombra das fogosas mulheres esculpidas por distracção divina e o arrojado prazer que em cálidas noites te concederam. Com eles não posso competir, insana seria!
Quantos corpos ninfóides te toldaram o siso ou carícias supremas te enlearam? Ciosa do que não serei, creio-me desnudada de luxúria e astúcia...por meu jeito malfadada... por ti, piamente aceite.