<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293</id><updated>2009-02-20T19:06:36.986-08:00</updated><title type='text'>cantodasgarças</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>13</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115740012061999975</id><published>2006-09-04T12:56:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T13:02:01.466-07:00</updated><title type='text'>Descrença</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Não creio em Deus,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Matei-o na descrença em ti.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Fragmentei a omnipotência&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tanto quanto me dilaceraste o ego.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Às trevas penhorei a minh'alma&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Num acto de perfeita insanidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desejo-te a queda,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Justifico o Arcanjo que a gerou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;... E maturo a espera.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Ver-te-ei tombado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entre os escombros da derrocada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Desfeito em silvos de agonia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De rojo à minha silhueta.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;por fim, condenada,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Toda a mágoa posta em dia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Crerei piamente em Deus.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115740012061999975?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115740012061999975/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115740012061999975' title='13 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115740012061999975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115740012061999975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/09/descrena.html' title='Descrença'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>13</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115661084425514674</id><published>2006-08-26T07:36:00.002-07:00</published><updated>2006-09-04T13:04:29.770-07:00</updated><title type='text'>O inferno do Éden</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Quem nao se reconhece no ritmo cansado do quotidiano, nao deve dar relevância a este texto. Este, especificamente, é o texto dos quase desistentes ante a fúria do dia-a-dia. Mas quase, é a alternativa de quem leu o texto e arriscou. Reflictamos sobre a necessidade de reflectir... e de tomada de decisão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pedro é um empresário afamado pelo sucesso do seu empenho. Nao alcançou a riqueza de mão beijada, trabalhou arduamente para se lançar na ribalta dos que nada têm falta. No entanto, o percurso é travesso, eu diria que mais do que travesso, é irónico, malicioso e espreita por entre o suprimento das carências dos demais. &lt;em&gt;Sortudo,&lt;/em&gt; como é chamado pelos íntimos da roda em que se insere, vive na casa acastelada da zona &lt;em&gt;in &lt;/em&gt;do Porto. É difícil descrevê-la com a densa e luxuriante vegetação envolvente, que a oculta dos olhares furtivos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De manhã, a esposa, seguramente recortada de um anúncio televisivo ou de uma passarela parisiense, acompanha-o ao luxuoso carro estacionado frente ao palacete. Têm dois filhos esculpidos a preceito que estudam no colégio dos pequenos génios onde praticam esgrima, vai-se lá saber porquê. Até o pequeno Rockfeller, perdigueiro altaneiro, se bamboleia pela propriedade de focinho e pelo lustrosos, discriminando os curiosos espécimes rafeiros estáticos frente às grades do portão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O que traja tem nomes que nao ouso pronunciar por indignação e até mesmo por ignorância, são marcas que me ultrapassam e envergonham por desconhecimento. A esposa veste o que a luxúria vestiria se tivesse corpo, um estilo entre o arrojado e a perda absoluta dos limites deste. O estereótipo da mulher desejável pelo comum mortal. Pedro tem a vida que mais de metade não ousa sequer simular... que mais de metade nao faz ideia de como é feliz por não a viver. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Eu sigo-o até ao imponente edifício onde passa os dias mergulhado em reuniões, na azáfama costumeira dos executivos. O escritório onde decide o destino de centenas de empregados, de elevadas quantias de dinheiro, tem vista para o fundo do horizonte através das luzidias janelas que dão para o mundo. E quanto a férias, Pedro não se enquadra no grupo dos empresários que vive do e para o trabalho sem descanso. As férias, os feriados e fins-de-semana são sagrados como o sétimo dia para o Altíssimo. A união da família é a prioridade limite da fronteira com o dever, por vezes tomba para o ofício, mas raramente adia a família. Com um quadro assim, pintado a tinta de óleo utopia, é difícil imaginar que a alma de Pedro possa ser tão escura e viscosa como o crude que assola as praias aquando de um naufrágio. Também me custou crer que se pudesse ser tão ingrato com a bandeja de prata que a vida nos estende. O ser humano, seja ele quem for, é ingrato por génese e desde Génesis. O primeiro pecado não foi o da desobediência, como por aí se apregoa, mas o da tremenda ingratidão. Pedro peca como Adão, como Eva, como Pinóquio, como um bando de criaturas feitas à semelhança do inventor. Foi então que perdi a esperança em alcançar a perfeição, a tal felicidade enfadonha, alvo de um Universo intrinsecamente insatisfeito. Afinal, perseguimos o que jamais alcançaremos e alcançamos sempre o pedaço que falta para um fim que não chega. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Nessa manhã, a princesa da casa acastelada cumpriu o protocolo matinal e acompanhou o marido ao cavalo de raça pura e tudo se fez como se esperava que fosse feito, dentro da frivolidade diária. Mas o dia não seria como os outros, o príncipe acordara com a dor-de-cabeça dos homens que a determinada altura do percurso resolvem olhar para trás e questioná-lo. Não olhar para trás é uma das leis vigentes de quem quer chegar ao final da recta, de quem quer ser salvo. É um ensinamento ancestral que remonta a Sodoma e Gomorra e às estátuas de sal. Pedro fez-se sal nessa manhã e com ele tudo o que edificara ruiu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Entrou no escritório e pediu o café habitual, bebeu-o como habitualmente o fazia, pegou na caneta e iniciou um processo desmedido de assinaturas e rabiscos habituais. Mas o habitualmente enervou-o, e o peso dos grilhões da apatia tomaram conta da sua mente tão acostumada à irreflexão dos seus actos. Eis que todos os homens famosos pela rebeldia se reuniram em sua mente para o alertar de que viver não é, de forma alguma, agradecer a serenidade que uma vida repleta de abundância lhe pode trazer. Então pensou na princesa abonecada e, ao contrário do que julgava, não se enterneceu como de costume. Sentiu um grande desejo de a atacar com a futilidade da sua existência. Até então não se apercebera de quão oca era a mente da mulher com quem partilhava o leito. E o esbelto corpo... quão efémero! O seu leito fora profanado pela aparência de uma sereia de terra. Como poderia ser-lhe tão infiel quando tudo o que ela lhe tentara proporcionar fora alegria e bem-estar? É a ingratidão Pedro, a desde sempre ingratidão. Evocou uma ocasião, daquelas melodramáticas, em que chegara a casa e a esposa o esperava no quarto perfumado, aperaltada como uma &lt;em&gt;geisha &lt;/em&gt;submissa. A noite fora alucinante, ela estava perfeita tanto quanto a egocêntrica perfeição o permitiu. O seu corpo fora esculpido por divinos dedos, o rosto, o mais belo que tivera o prazer de tocar e a voz... a voz tinha o timbre das sereias que fizeram Ulisses cativo. Por tal musa, guerras despoletariam, reis se destronariam por uma cálida noite com Ariane. Toda aquela perfeição o incomodava, as frágeis mãos, os seios delicados e a extensa lista de atributos de Ariane, encolerizavam-no. Seria lícito desejar uma mulher susceptível de errar, pouco delgada, imperfeita, ao invés da deslumbrante figura que sempre o apoiara? Seria lícito almejar um anexo de um palacete, uma plebeia, uma carroça e um rafeiro? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Então Pedro compreendeu as razões de Adão e Eva e o que os levou à rejeição do Éden. Pedro constatou que o Criador lhes fizera um favor ao expulsá-los e que a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt; saída do jardim estava longe de ser o castigo. A maçã colocara-os, aos três, frente à questão: como suportaremos o Paraíso?&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115661084425514674?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115661084425514674/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115661084425514674' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115661084425514674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115661084425514674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/08/o-inferno-do-den.html' title='O inferno do Éden'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115400845011640806</id><published>2006-07-27T06:48:00.000-07:00</published><updated>2006-07-27T06:54:10.126-07:00</updated><title type='text'>Amantes</title><content type='html'>Teus dedos firmes&lt;br /&gt;Em meus cabelos desgrenhados,&lt;br /&gt;Nos seios insuflados de ardor,&lt;br /&gt;A voracidade dos teus lábios.&lt;br /&gt;Meu corpo fremente&lt;br /&gt;Em convulsões lascivas,&lt;br /&gt;No teu, vencido p'lo cansaço,&lt;br /&gt;se aninha.&lt;br /&gt;E os teus olhos amor...&lt;br /&gt;Os teus olhos de Levante&lt;br /&gt;Perscrutam-me os desígnios,&lt;br /&gt;Tocam-me a alma ofegante.&lt;br /&gt;A noite contém-se,&lt;br /&gt;Cúmplice do nosso desvario.&lt;br /&gt;O leito que amortece nossos corpos&lt;br /&gt;Assiste à euforia dos amantes.&lt;br /&gt;Extenuados,&lt;br /&gt;Selamos o extático suspiro com um beijo.&lt;br /&gt;O dia prerrompe...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115400845011640806?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115400845011640806/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115400845011640806' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115400845011640806'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115400845011640806'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/07/amantes.html' title='Amantes'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115262194631319488</id><published>2006-07-11T05:26:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T13:06:31.250-07:00</updated><title type='text'>As noites não se adivinham (continuação)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O rapaz do café encontrou-me no supermercado e pediu-me desculpa pelo comentário. Não o desculpei porque com os direitos de autor não se brinca. Já não me acena quando por lá passo, às vezes ávida de um piropo. Creio que fez uma promessa, não daquelas que se cumprem de joelhos, qualquer coisa menos sórdida. Sinto falta das palavras que te roubou, das ideias que plagiou para me impressionar. Clichés ou não, sempre preenchiam as lacunas que deixaste em branco. É redundante, mas necessário que se perceba que não as preencheste, que até as branqueaste. É necessário que eu o perceba.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Escrevi-te uma carta em papel reciclado como se da nossa reciclagem se tratasse. Foi devolvida ao remetente, motivo: mudança de residência. Foste tu que te mudaste ou eu?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Verdana;"&gt;Já lá vai algum tempo desde que ir ao café deixou de ser prioritário. Atrevo-me a dizer que já lá vai algum tempo desde que o tempo deixou de te procurar, já nem esporadicamente te visita. O que é esporádico tende a desvanecer como se prova. Saberás ainda de cor o meu nome? Há muito que não me recordo do teu ou como me chamava perto de ti. É um tipo de amnésia conveniente que se aloja mesmo ao lado da memória, mesmo muito ao lado da memória...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O rapaz do café casou. Não que os eventos da sua vida me interessem, mas porque o vi desfilar-se num daqueles carros semelhantes aos funerários porque transportam pessoas que se enterram vivas e não têm a noção. E tu, ainda estarás vivo? Não respondas porque no fundo sei que se fosses naquele carro, negá-lo-ia com veemência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Continuo a enviar-te cartas praticamente todos os meses, mesmo sabendo que já não moras aí... a última que me foi devolvida indicava falecimento. Voltei a ficar confusa. Mudarias, só agora, de residência?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;No próximo mês escrever-te-ei pela última vez, quero certificar-me de que não voltarás a mudar-te da minha vida. Já estou a fazer as malas. Vou comprar-te uma caneta de tinta permanente para que permanentemente me escrevas. É daquelas canetas cuja tinta se fixa em qualquer superfície da imaginação. Talvez compre duas porque estamos em época de saldos. Estou encantada com a viagem, mal posso esperar por te abraçar. Foi demasiado tempo à espera que tomasses a iniciativa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Está tudo pronto, parto em breve. Espero que me esperes à chegada. É sempre assim que acontece nos filmes. Vou deixar um bilhete à empregada da limpeza, se te conhecesse perceberia que tenho de ir ao teu encontro e que reúno todos os motivos para te perdoar a demora. Se te conhecesse, talvez também quisesse ir comigo. Sempre foste assim, sempre arrastaste multidões, corações e almas que se venderam ao Hades para te tocar. Espera por mim que me sinto adormecer... Já te vejo... Sim, és tu e as tuas delicadas mãos que se abrem para me enlaçar. O teu sorriso está intacto como da última vez. Mas não sou capaz, não foste marcante o suficiente para que por ti parta. Não mereces, nem eu mereço ser despojada de vida por quem, em vida, se despojou de mim. Vou desistir da viagem em resposta às viagens das quais não desististe. Prefiro crer que tivemos um acidente e eu sobrevivi. Venci-te... Sobrevivi, julgo. Mas e tu, será que morreste? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115262194631319488?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115262194631319488/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115262194631319488' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115262194631319488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115262194631319488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/07/as-noites-no-se-adivinham-continuao.html' title='As noites não se adivinham (continuação)'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115248501689649556</id><published>2006-07-09T15:12:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T11:25:15.926-07:00</updated><title type='text'>As noites não se adivinham</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Foi numa noite similar, de formigueiro, que me invocaste como se invocam as Musas ou os espíritos saudosos. Não foi a tua feral voz que me induziu a partir, nem tão pouco o falsete do palavreado que não abdicaste trabalhar, ornamentar, enfim, fazer o que melhor sabes... dividir a mentira até que a verdade se confunda. A frase é enorme, uma espécie de comboio directo que ensurdece os passageiros estacionários nas plataformas das estações. Nem vírgulas ou qualquer outro tipo de pontuação poderiam travar o turbilhão de hormonas que tripudiavam no meu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Saí de casa expectante, quem me chamou esperava-me, de facto, a mim ou à expectativa de compatibilidade. Vesti-me de turquesa, cor cintilante em minha pele fustigada pelo sol carrasco, e, insegura, como uma criança perdida na infância, envolvi os cabelos no aroma mágico que guardei para ti. Continua na prateleira à espera de um novo começo, de um fragmento de vida tão igual ao nosso. Por vezes destapo-o e deixo que a fragrância me leve ao teu leito e então, suspensa sobre o teu corpo, beijo-te, beijo-te e tapo-o novamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um destes dias, por entre o amontoado imperceptível de gente apressada, cruzei-me connosco nesse aroma singular. Alguém desfilou um rol de emoções que nos pertencem e que se avivam apenas porque as grandes superfícies insistem em continuar a vender-nos em série. Um perfume assim deveria ser inédito. Tu és inédito. Eras. Eu sou inédita por te ter julgado ímpar. Era.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O rapaz do café julgou tecer-me um elogio quando disse que os meus olhos são nenúfares no Outono, nenúfares no Outono! O rapaz do café atreveu-se a citar-te! Fiquei confusa. Será este rapaz invulgar ou tu simplesmente banal? Não fui mais ao café. Nenúfares no Outono, dito por ele, soavam-me a abrolhos no Inverno. Quis ligar-te e pedir-te uma explicação. Queria que não a tivesses... não liguei. Agora percebo porque me deleitava ouvir-te, se citasses a lista de ingredientes de uma caixa de cereais seria, para mim, poesia. Porque os ingredientes têm muito que se lhe diga e a composição química é um mundo por explorar. Mas um poema de Cesariny ou da neurasténica Florbela, na boca do rapaz do café seria, no mínimo, um texto da secção necrológica de um jornal local. Por isso te repetias em clichés gastos e desfeitos pelo excesso de uso que em mim adquiriam formas anatómicas, novas e muito frescas. Era também por esse motivo que quando apregoava aos sete-ventos as frases pré-fabricadas que inacreditavelmente me embalavam, a ninguém admirava. Só a mim, naif continuamente deslumbrada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;(Continua) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115248501689649556?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115248501689649556/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115248501689649556' title='4 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115248501689649556'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115248501689649556'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/07/as-noites-no-se-adivinham.html' title='As noites não se adivinham'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115169909051787246</id><published>2006-06-30T13:22:00.000-07:00</published><updated>2006-09-04T13:09:35.986-07:00</updated><title type='text'>Pretensão</title><content type='html'>Faz hoje um ano&lt;br /&gt;Que os meus lábios se abriram&lt;br /&gt;Num sorriso raro de contentamento,&lt;br /&gt;Um ano desde que me votei&lt;br /&gt;Ao acre isolamento.&lt;br /&gt;Da tua memória me arrancaste implacável.&lt;br /&gt;Engano o meu!&lt;br /&gt;Arrancar pressupõe enraizamento.&lt;br /&gt;Quem me dera ter criado raízes&lt;br /&gt;Nessa fértil mente!&lt;br /&gt;Um ano desde que me tornei descrente.&lt;br /&gt;Por mim passará um rol de décadas&lt;br /&gt;Sem que se me apague da memória&lt;br /&gt;O dia em que os meus lábios ingenuamente&lt;br /&gt;Esboçaram um sorriso de vanglória.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115169909051787246?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115169909051787246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115169909051787246' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115169909051787246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115169909051787246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/pretenso.html' title='Pretensão'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115169399809665711</id><published>2006-06-30T11:46:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T13:22:40.890-07:00</updated><title type='text'>Douro</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Junto ao Douro recordo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O cárcere de teu olhar,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A clausura de teus beijos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;De que me anseio libertar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Planam gaivotas sobre o rio,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Evocam memórias sem-par.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Meu sorriso, de Rabelo partiu,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Rebelou-se ao invés de aceitar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Tua longânime voz é-me fel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Pensar-te é mau agouro,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;A saudade partiu num batel,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Um batel que naufraga no Douro.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115169399809665711?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115169399809665711/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115169399809665711' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115169399809665711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115169399809665711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/douro.html' title='Douro'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115144953115233553</id><published>2006-06-27T16:01:00.000-07:00</published><updated>2006-06-27T16:06:08.463-07:00</updated><title type='text'>Ampulheta</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Há dias em que me cobrem asas negras&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;E quando choro há velas acesas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Que ao derreterem velam por mim.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Dias em que a noite impera &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Em austeridade e tirania&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Em que o silêncio não é senão&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;A cratera de um vulcão em agonia.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Entre nós, entre o abismo que nos une,&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;Está a lendária ampulheta do Tempo&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;em&gt;E do passado,o aziago perfume.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115144953115233553?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115144953115233553/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115144953115233553' title='6 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115144953115233553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115144953115233553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/ampulheta.html' title='Ampulheta'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115108137127440338</id><published>2006-06-23T09:46:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T11:28:05.360-07:00</updated><title type='text'>Heresia</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;Minhas mãos inexperientes&lt;br /&gt;Percorrem teu corpo versado&lt;br /&gt;Contra o meu tão acanhado&lt;br /&gt;Por beijos irreverentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspiros entrecortados&lt;br /&gt;Ocultam segredos lúbricos&lt;br /&gt;Ânsias, prazeres impudicos&lt;br /&gt;Gestos acetinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como herege, acusada&lt;br /&gt;De caminhos errantes&lt;br /&gt;Trago a alma inebriada&lt;br /&gt;Pl’o fervor das Bacantes.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115108137127440338?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115108137127440338/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115108137127440338' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115108137127440338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115108137127440338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/heresia.html' title='Heresia'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115108083768603730</id><published>2006-06-23T09:36:00.000-07:00</published><updated>2006-06-23T09:40:37.700-07:00</updated><title type='text'>Viagens</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Talvez não saibas que quando viajas eu sempre te sigo. Mentes se ao anfitriares* a noite não me sentes contigo. Eu sei que pressentes o consolo, o afago da minh’alma intrusa. No leito, confessa que te sabes contemplado à exaustão. Sim amor, sou eu debruçada sobre ti em oração.&lt;br /&gt;De madrugada, já dormindo a sono solto, sempre te cobre o meu corpo da algidez noctívaga. Claro que sou eu, amor boémio, que atravesso o teu quarto flutuando e pouso junto a ti sem te acordar. Como ousaste duvidar? Sou o silêncio que veneras, o vulto da quietude que prezas, a melodia do vento que sopra p’ra te embalar. Quando a insónia te desafia, crê, eu sou a poesia que se atropela de ti ao papel.&lt;br /&gt;Ao banhares-te, p’la manhã, espanta-me que não me reconheças na água espraiada em tua pele, no crescendo da espuma em teu batel, no turco que te enxuga em saudade.&lt;br /&gt;Em tudo sou eu. Sou eu em tudo o que te envolve. Por isso acordo extenuada, de tanto contigo viajar. Porque, infelizmente, quando partes nunca me deixas ficar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*anfitriar é uma palavra que se eleva contra a norma linguística. Terei eu o direito de me apropriar de um substantivo e adaptá-lo a meu bel-prazer? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115108083768603730?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115108083768603730/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115108083768603730' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115108083768603730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115108083768603730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/viagens_23.html' title='Viagens'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115081319735353215</id><published>2006-06-20T07:15:00.000-07:00</published><updated>2006-06-20T07:19:57.363-07:00</updated><title type='text'>TEMPO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;O meu maior contentamento é saber-me cativa de um Tempo que também te agrilhoou; um Cronos soberbo que nos impele ao caminho estreito que Deus, por nós, traçou. No vértice do atalho, a glória alcançou-nos. Se não o crês, em verdade te digo que contornaste o manjar de beijos que a ti consagrei, falhaste o grande ensejo da alvura de meu toque, meus sinais de maga laceraste. Se me conhecesses de cor, saberias que um dom me habita as entranhas, que encerro raras façanhas e ao agoiro ordeno debandada. Saber-me-ias, por certo, no cume da descoberta, por excelsas mãos fadada. Se soubesses amor... se tão-somente me conhecesses... contra o nosso mortal fim seria antídoto, Pedra Filosofal em solo nemoroso, nenúfar do Tempo que o Tempo nos ceifou.É um convite sem-par que te faço, em troca da melodia de teus dedos, as teclas da vida em meu regaço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115081319735353215?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115081319735353215/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115081319735353215' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115081319735353215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115081319735353215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/tempo.html' title='TEMPO'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-115012855691410640</id><published>2006-06-12T09:04:00.000-07:00</published><updated>2006-07-13T11:26:47.700-07:00</updated><title type='text'>Saudades</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:trebuchet ms;"&gt;Não são saudades de ti,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Mas de mim,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Da metade que partiu, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Se emancipou em rebeldia &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E te seguiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Metade de mim &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;partiu em tua demanda.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Alma nefanda tudo levou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Estou só, oca, vazia,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Por minh'alma condenada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Só, oca, vazia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;E por sua aleivosia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Trebuchet MS;"&gt;Desde então desalmada.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-115012855691410640?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/115012855691410640/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=115012855691410640' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115012855691410640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/115012855691410640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/06/saudades.html' title='Saudades'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-28542293.post-114831660588970947</id><published>2006-05-22T09:50:00.000-07:00</published><updated>2006-05-23T10:22:19.660-07:00</updated><title type='text'>Vilar do Paraíso</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois que me desprendo de teus magnéticos dedos vou rendida, reflexiva. Que tudo na vida é ímpar e não nos deixa alternativa. Trago amordaçada uma semente de afrodita audácia que visa saciar-te. Frases indecorosas, gemidos devassos bramaria conquanto te fizessem vibrar. Porém, castram-me a sombra das fogosas mulheres esculpidas por distracção divina e o arrojado prazer que em cálidas noites te concederam. Com eles não posso competir, insana seria!&lt;br /&gt;Quantos corpos ninfóides te toldaram o siso ou carícias supremas te enlearam? Ciosa do que não serei, creio-me desnudada de luxúria e astúcia...por meu jeito malfadada... por ti, piamente aceite.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/28542293-114831660588970947?l=dismetria.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://dismetria.blogspot.com/feeds/114831660588970947/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=28542293&amp;postID=114831660588970947' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/114831660588970947'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/28542293/posts/default/114831660588970947'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://dismetria.blogspot.com/2006/05/vilar-do-paraso.html' title='Vilar do Paraíso'/><author><name>vampindira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00341857241845176583</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='11703504115630026939'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>